domingo, 3 de setembro de 2017

Com ações efetivas, Prefeitura de São Luís reduz índice de mortalidade materna

São Luís conseguiu reduzir o índice de mortalidade materna nos últimos dois anos. A informação é da Prefeitura de São Luís via Secretaria Municipal de Saúde (Semus) que destaca ainda o aumento das consultas de pré-natal na rede municipal nos primeiros seis meses de 2017.

"Os avanços são resultados do fortalecimento da rede de atenção básica da saúde, de ações preventivas implementadas a partir do investimento da gestão municipal na ampliação do acesso da mulher à assistência em saúde, desde a gestação até depois do parto. Para nós, garantir o acesso das futuras mães a estes serviços é prioridade e, por isto mesmo, estamos colhendo os frutos deste trabalho, o que muito nos alegra", disse o prefeito Edivaldo.

O atendimento por meio da Rede Cegonha, coloca em prática a articulação das unidades para garantir o atendimento. Em São Luís, o pré-natal está disponível em todas as unidades básicas de saúde que asseguram também à gestante vacinação, suplementação de ferro e ácido fólico, a realização da ultrassonografia e exames laboratoriais sem precisar de marcação e a vinculação de uma maternidade para a realização do parto.

Além disso, a Semus realiza ainda oficinas e rodas de conversa com as pacientes para orientar sobre gestação e cuidados com o bebê, e as equipes de Saúde da Família fazem um trabalho de busca ativa para resgatar gestantes que tenham abandonado o pré-natal.

O secretário municipal de Saúde, Lula Fylho, disse que as reformas físicas feitas na rede de saúde tiveram um impacto significativo na melhoria da assistência. "O projeto de fortalecimento da Atenção Básica é muito amplo, e a primeira etapa foi de requalificação das unidades porque são a porta de entrada da população em busca de atendimento. No caso da assistência materno-infantil demos prioridade também à capacitação dos profissionais e a garantia do pré-natal, que já tem como resultados a diminuição das mortes femininas, relacionadas à gestação. Vamos trabalhar ainda mais para zerar essa estatística", afirmou o secretário.

ATENÇÃO

Com oito meses de gestão, a cabeleira Edivânia de Jesus Brito Pavão, 25 anos, começou a se preparar verdadeiramente há quatro meses, quando foi indicada a conhecer os serviços do Centro de Saúde Valdecy Eleutéria, no Residencial Paraíso, área Itaqui-Bacanga. Para ela, uma facilidade, por ser perto de sua residência e um alerta para os cuidados com seu terceiro filho. "Aqui eu aprendi muitas coisas e sempre que preciso eu recebo a orientação e tenho resposta às minhas dúvidas. A equipe é maravilhosa e muita atenciosa. Foi aqui que me orientaram a tomar todas as vitaminas e assim estou me curando de um início de anemia. Encontrei mais que médicos aqui. Encontrei verdadeiros amigos", afirmou.

"Com os acompanhamentos que fazemos, que inclui o atendimento médico, a orientação às gestantes com palestras, debates e também inserindo os companheiros nesse processo, temos conseguido fazer com que as mulheres cumpram a rotina do pré-natal e se cuidem bem. Dessa forma, elas garantem a gravidez saudável, tranquila e a saúde de seus bebês", pontuou a enfermeira e diretora geral do Centro de Saúde Valdecy Eleutéria, Josélia Morais.

Para facilitar ainda mais o acesso das gestantes aos serviços, foi criado um grupo de conversas no whatsapp reunindo diversas pacientes que interagem, tiram dúvidas e se informam sobre esse momento importante da vida mulher.

O Ministério da Saúde preconiza a realização de, no mínimo, seis consultas de acompanhamento pré-natal, como forma de garantir um acompanhamento preventivo de riscos e redução de complicações que possam comprometer a vida da mãe ou do bebê. Os dados da Semus mostram que 42,2% das gestantes assistidas na rede municipal de saúde cumprem essa meta, e 57,8% realizam mais de sete consultas de pré-natal ao longo de toda a gestação.

EXAMES

O coordenador de Saúde da Mulher da Semus, George Campos, explica que a regularidade do pré-natal e a realização periódica de exames laboratoriais são fundamentais para a classificação do risco gestacional. "As consultas feitas nas unidades básicas permitem mapear a gestação e quando há situações que podem interferir na evolução normal da gravidez ou diagnósticos precoces de malformações fetais ou doenças congênitas do bebê, a paciente é encaminhada para os ambulatórios ou hospitais que são referência para a gestação de alto risco", afirma.

Apenas no primeiro semestre deste ano, a rede municipal de saúde realizou 54.714 exames laboratoriais das 6.131 gestantes que estão em acompanhamento nas unidades básicas.

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